Sabes, não é!?


É impreciso saber, na verdade. 

Mas sigo assim mesmo, fingindo. 

É mais fácil. 

Simplista até. 

A simplicidade tem sim seu valor, 

Sua beleza. 

No entanto em minha mediocridade 

Eu a profano. 

Meio vivo, inteiro morto. 

Essa morte inerente 

A toda essa gente. 

Elas andam a todo lado 

Procurando se mover. 

O movimento parece lhes confortar, 

Pensam assim estar vivas. 

Tolas. 

Só o que fazem é correr 

Para o abraço materno e eterno. 

E repetindo o que já ouvi por aí: 

Medo resume tudo. 

Medo dela, que nos espera. 

Afinal, respirar é grande responsabilidade, 

Tanto que nos tira o fôlego. 

Enchemos os pulmões 

E sufocamos com a ânsia de viver. 

Mas claro, nada disso notamos. 

Seguimos, assobiando uma melodia qualquer, 

Enquanto a dama em nossas sombras 

Nos chama, nos incita e excita. 

Simplista. 

Ela ri e nos acha medíocres. 

Seres superficiais, 

Especialistas, procurando profundidade 

No raso de seus umbigos. 

Sabes, não é!?




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